segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

O QUE SIGNIFICA SER REBELDE?

Professor Wagner Freitas

Data: 13/02/2006

Bem gente, depois dessas férias merecidas – que ainda vai mais um pouco – acho que estava na hora de voltar a escrever. O Natal já passou, o reveillon terminou, e tudo “continuou como antes no quartel de Abrantes”. Exploração, resignação, morte, indignação, injustiça, desesperança, ódio, esses adjetivos ainda estão muito íntimo a espécie humana, principalmente em nós brasileiros. Depois que vocês aprenderam que as coisas continuam as mesmas, caso você não faça nada para mudar, resolvi falar sobre personalidades que transformaram ou tentaram transformar vidas. São pessoas que tiveram cede de justiça e principalmente de harmonia e que muitos ficaram na história como sendo pessoas Rebeldes. Por que será que foram cognominados assim? O que eles fizeram para ser intitulados dessa forma? Bem, a cada semana irei demonstrar um pouco de cada um deles e aceitarei também sugestões sobre o que vocês gostariam de aprender um pouco mais e ao mesmo tempo fazendo com que eu também aprenda. Então prestem atenção nessas figuras. Tentem identificar quem são cada uma dessas pessoas.












O que tem em comum, Mahatma Gandhi, John Lennon e Martin Luther King. Bem, todos eles contribuíram cada um a sua maneira para o bem da humanidade. Podemos dizer que todos eles eram pacifistas, assim como Jesus de Nazaré, adeptos da paz como arma antiviolência. Gandhi foi o introdutor desse método na era contemporânea, os orientais são pessoas de espírito forte, por isso nós ocidentais temos muito que aprender com eles. Gandhi foi um homem que lutou contra o Imperialismo na Índia, combateu as injustiças exploratórias do capital internacional, era Hindu, fez greve de fome para que os dirigentes capitalistas pudessem ouvi-lo. Até mesmo para mostrar aos seus correligionários que estavam errados, deixou-se passar fome para que eles pudessem enxergar que estavam errados em combater injustiça com violência, dizia ele : “olho por olho e o mundo acabará cego”, uma alusão ao contrário aos postulados do Código de Hamurabi (Mesopotâmia). Morreu vítimas de um assassinato, aliás, todos esses personagens acima foram vítimas de algum desequilibrado emocional.

John Lennon usou de outros métodos para levar ao mundo um grito de paz. Usou o instrumento da música, meio mais acessível de se entender. Foi também irreverente, abusado, um cantor que levantou gerações junto com os Beeatles, e foi logo depois do fim desse grupo, que ele, junto a sua amada Yoquo, fizeram e tiveram irreverências. John não queria guerra e injustiça no mundo, não queria espoliação no planeta, berrava contra isso. O seu fim? Trágico como os demais. Morto por um fã.

Martin Luther King era pastor, acima de tudo negro, em um país que era eminentemente por uma elite a favor da segregação racial. Começou sua luta ao ver uma injustiça acometida com uma negra (Rosa Parks) que foi levada presa por se recusar a se levantar do assoalho de um ônibus coletivo para dá lugar a um branco, só porque o automóvel estava superlotado e ela era a única negra sentada. Depois desse acontecimento King foi mais veemente e sabia que também poderia contribuir para abolir as incoerências dos quais os seus irmãos negros sofriam em todos os Estados dos EUA. Era adepto de leituras filosóficas como Platão, Aristóteles, Rosseau, Locke, e principalmente o seu mestre Gandhi. Dizia que a não violência resignava os maus de espírito, que existia um exército de pessoas que não precisavam usar armas. Em 1963, fez uma Marcha sobre Washington, na qual fez seu famoso discurso “Eu tenho um sonho”. Esse sonho ele lutou até o fim, prenunciou a sua morte ao ver o fim trágico de John Kenned em 1964. Mas foi irreversível aos seus métodos, lutou sem precisar lutar de fato. Mas lutou com a arma da voz, do esclarecimento, com a arma da alma. Todos eles sonharam assim como King, todos eles lutaram, assim como King, e todos eles deixaram plantada a semente que a cada dia é regada, desabrochada, pronta para também fazer frente às injustiças, assim como eles os fizeram. Precisamos estudar mais sobre essas pessoas, faça agora sua parte.

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